domingo, 26 de janeiro de 2014

Ao Cometer Suicídio, o Cristão Perde a Salvação?


Esse tem sido um dos temas mais controversos ao longo dos anos, e que lamentavelmente muitos têm respondido de uma maneira emocional e não através da análise bíblica. Aqueles de nós que crescemos no catolicismo sempre ouvimos que o suicídio é um pecado mortal que irremediavelmente envia a pessoa para o inferno. Para muitos que têm crescido com essa posição, é impossível despojar-se dessa ideia.


Outros têm estudado o tema e, depois de fazê-lo, concluem que nenhum cristão seria capaz de acabar com sua própria vida. Há outros que afirmam que um cristão poderia cometer suicídio, mas perderia a salvação. E ainda outros pensam que um cristão poderia cometer suicídio em situações extremas, sem que isso o conduza à condenação.
Em essência temos, então, quatro posições: 
  1. Todo aquele que comete suicídio, sob qualquer circunstância, vai para o inferno (posição Católica Tradicional).
  2. Um cristão nunca chega a cometer suicídio, porque Deus impediria.
  3. Um cristão pode cometer suicídio, mas perderá sua salvação.
  4. Um cristão pode cometer suicídio, sem que necessariamente perca sua salvação. 
A primeira dessas quatro posições foi basicamente a única crença até a época da Reforma, quando a doutrina da salvação (Soteriologia) começou a ser melhor estudada e entendida. Nesse momento, tanto Lutero como Calvino concluíram que eles não podiam afirmar categoricamente que um cristão não poderia cometer suicídio e/ou o que se suicidava iria ser condenado. Na medida em que a salvação das almas foi sendo analisada em detalhes, muitos dos reformadores começaram a fazer conclusões, de maneira distinta, sobre a posição que a Igreja de Roma tinha até então.
No fim das contas, a pergunta é: O Que a Bíblia diz?
Começamos mencionando aquelas coisas que sabemos de maneira definitiva a partir da revelação de Deus: 
  • O ser humano é totalmente depravado (primeiro ponto do TULIP calvinista). Com isso, não queremos dizer que o ser humano é tão mal quanto poderia ser, mas que todas as suas capacidades estão manchadas pelo pecado: sua mente ou intelecto, seu coração ou emoções, e sua vontade.
  • O cristão foi regenerado, mas mesmo depois de ter nascido de novo, devido à permanência da natureza carnal, continua com a capacidade de cometer qualquer pecado, com a exceção do pecado imperdoável.
  • O pecado imperdoável é mencionado em Marcos 3:25-32 e outras passagens, e a partir desse contexto podemos concluir que esse pecado se refere à rejeição contínua da ação do Espírito Santo na conversão do homem. Outros, a partir dessa passagem citada, atribuem a Satanás as obras do Espírito de Deus. Obviamente, em ambos os casos está se fazendo referência a uma pessoa incrédula.
  • De maneira particular, queremos destacar que o cristão é capaz de tirar a vida de outra pessoa, como fez o Rei Davi, sem que isso afete a sua salvação.
  • O sacrifício de Cristo na cruz perdoou todos os nossos pecados: passados, presentes e futuros (Colossenses 2:13-14, Hebreus 10:11-18)
  • O anterior implica que o pecado que um cristão cometerá amanhã foi perdoado na cruz, onde Cristo nos justificou, e fomos declarados justos sem de fato sermos, e o fez como uma só ação que não necessita ser repetida no futuro. Na cruz, Cristo não nos tornou justificáveis, mas justificados (Romanos 3:23-26, Romanos 8:29-30) 
A salvação e o ato do suicídio
Dentro do movimento evangélico existe um grupo de crentes, a quem já aludimos, denominados Arminianos, que diferem dos Calvinistas em relação à doutrina da salvação. Uma dessas diferenças, que não é a única, gira em torno da possibilidade de um cristão poder perder a salvação. Uma grande maioria nesse grupo crê que o suicídio é um dos pecados capazes de tirar a salvação do crente. Nós, que afirmamos a segurança eterna do crente (Perseverança dos Santos), não somos daqueles que acreditam que o suicídio ou qualquer outro pecado eliminaria a salvação que Cristo comprou na cruz.
Tanto na posição Calvinista como na Arminiana, alguns afirmam que um cristão jamais cometerá suicídio. No entanto, não existe nenhum versículo ou passagem bíblica que possa ser usado para categoricamente afirmar essa posição. Alguns, sabendo disso, defendem sua posição indicando que na Bíblia não há nenhum suicídio cometido pelos crentes, enquanto aparecem vários casos de personagens não crentes que acabaram com suas vidas. Com relação a essa observação, gostaria de dizer que usar isso para estabelecer que um cristão não pode cometer suicido não é uma conclusão sábia, porque estamos fazendo uso de um argumento de silêncio, que na lógica é o mais débil de todos. Há várias coisas não mencionadas na Bíblia (centenas ou talvez milhares) e se fizermos uso de argumentos de silêncio, estamos correndo o risco de estabelecer possíveis verdades nunca reveladas na Bíblia. Exemplo: não aparece um só relato de Jesus rindo; a partir disso eu poderia concluir que Jesus nunca riu ou não tinha capacidade para rir. Seria esse um argumento sólido? Obviamente não.
Gostaríamos de enfatizar que, se alguém que vive uma vida consistente com a fé cristã comete suicídio, teríamos que nos perguntar antes de ir mais além, se realmente essa pessoa evidenciava frutos de salvação, ou se sua vida era mais uma religiosidade do que qualquer outra coisa. Eu acho que, provavelmente, esse seria o caso da maioria dos suicídios dos chamados cristãos.
Apesar disso, cremos que, como Jó, Moisés, Elias e Jeremias, os cristãos podem se deprimir tanto a ponto de quererem morrer. E se esse cristão não tem um chamado e um caráter tão forte como o desses homens, pensamos que pode ir além do mero desejo e acabar tirando a própria vida. Nesse caso, o que Deus permitir acontecer pode representar parte da disciplina de Deus, por esse cristão não ter feito uso dos meios da graça dentro do corpo de Cristo, proporcionados por Deus para a ajuda de seus filhos.
Muitos acreditam, como já mencionamos, que esse pecado cometido no último momento não proveu oportunidade para o arrependimento, e é isso o que termina roubando-lhe a salvação ao suicidar-se. Eu quero que o leitor faça uma pausa nesse momento e questione o que aconteceria se ele morresse nesse exato momento, se ele pensa que morreria livre de pecado. A resposta para essa pergunta é evidente: Não! Ninguém morre sem pecado, porque não há nenhum instante em nossas vidas em que o ser humano está completamente livre do pecado. Em cada momento de nossa existência há pecados em nossas vidas dos quais não estamos nem sequer apercebidos, e outros que nem conhecemos, mas que nesse momento não temos nos dirigido ao Pai para buscar seu perdão, simplesmente porque o consideramos um pecado menos grave, ou porque estamos esperando pelo momento apropriado para ir orar e pedir tal perdão.
A realidade sobre isso é que, quando Cristo morreu na cruz, ele pagou por nossos pecados passados, presentes e futuros, como já dissemos. Portanto, o mesmo sacrifício que cobre os pecados que permanecerão conosco até o momento de nossa morte é o que cobrirá um pecado como o suicídio. A Palavra de Deus é clara em Romanos 8:38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Note que o texto diz que “nenhuma outra coisa criada”. Esta frase inclui o próprio crente. Notemos também que essa passagem fala que “nem as coisas do presente, nem do porvir”, fazendo referência às situações futuras que ainda não vivemos. Por outro lado, João 10:27-29 nos fala que ninguém pode nos arrebatar da mão de nosso Pai, e Filipenses 1:6 diz que “aquele que começou a boa obra em vós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus”. Concluindo: 
  • Se estabelecemos que o cristão é capaz de cometer qualquer pecado, por que não conceber que potencialmente ele poderá cometer o pecado do suicídio?
  • Se estabelecemos que o sangue de Cristo é capaz de perdoar todo pecado, ele não cobriria esse outro pecado?
  • Se o sacrifício na cruz nos tornou perfeitos para sempre, como diz o autor de Hebreus (7:28, 10:14), não seria isso suficiente para afirmarmos que nenhum pecado rouba a nossa salvação?
  • Se até Moisés chegou a desejar que Deus lhe tirasse a vida, devido à pressão que o povo exerceu sobre ele, não poderia um paciente esquizofrênico ou na condição de depressão extrema, que não tenha a força de caráter de um Moisés, atentar contra a sua própria vida de maneira definitiva?
  • Se não somos Deus e não temos nenhuma maneira de medir a conversão interior do ser humano, poderíamos afirmar categoricamente que alguém que deu testemunho de cristão durante sua vida, ao cometer suicídio, realmente não era um cristão?
  • Baseados na história bíblica e na experiência do povo de Deus, poderíamos concluir que o suicídio entre crentes provavelmente é uma ocorrência extraordinariamente rara, devido à ação do Espírito Santo e aos meios de graça presentes no corpo de Cristo.
  • Pensamos que o suicídio é um pecado grave, porque atenta contra a vida humana. Mas já estabelecemos que um crente é capaz de eliminar a vida humana, como o fez Davi. Se eu posso fazer algo contra alguém, como não conceber que posso fazê-lo contra mim mesmo? Essa é a nossa posição. 
Como você pode ver, não é tão fácil estabelecer uma posição categórica sobre o suicídio e a salvação. Tudo o que podemos fazer é raciocinar através de verdades teológicas claramente estabelecidas, a fim de chegar a uma provável conclusão sobre um fato não estabelecido de forma definitiva. Portanto, quanto mais coerentemente teológico for meu argumento, mais provável será a conclusão que eu chegar. Agostinho tinha razão ao dizer: “Naquilo que é essencial, unidade; naquilo que é duvidoso, liberdade; e em todas as coisas, caridade”. Minha recomendação é que você possa fazer um estudo exaustivo, outra vez ou pela primeira vez, acerca de tudo o que Deus disse sobre a salvação, que é muito mais importante que o suicídio, que é quase nada.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

IGREJA NAS CASAS: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

As revoluções têm como característica mudar algumas partes do todo, mas, no geral, tendem a alterar a forma sem alterar o conteúdo. A reforma trabalha na essência, mudando os fundamentos.



Por exemplo, Lutero apresentou suas teses, entre as quais a do sacerdócio universal dos santos e da salvação pela fé. Isso tocou nas bases doutrinárias do catolicismo. Por isso foi uma reforma.
A ida da igreja para as casas não é uma revolução, pois não se trata de uma mera mudança na maneira ou no local de reunião. Esse mover de Deus trata de uma reforma profunda na visão, na prática e na experiência do povo de Deus. Antes de efetuar mudanças externas, portanto, temos de trabalhar com base em princípios e fundamentos.
O fundamento primordial tem a ver com uma visão de Jesus, numa profunda revelação de sua Pessoa, de forma que haja transformação no indivíduo. A consequência disso é uma mudança no entendimento do que é a igreja de Jesus. Se formos para as casas sem uma visão correta de igreja, cada casa será uma pequena denominaçãozinha, independente e autônoma. Cada um de nós pode ir para casa e ali formar um grupo à sua imagem e semelhança. E então ele se torna a melhor e mais bíblica motivação para as divisões.





O MODELO

Há um bom tempo, temos pensado e afirmado que o Novo Testamento não fornece um modelo de estrutura para a igreja – nem nos evangelhos, nem nas cartas. Percebo que, até agora, temos procurado no lugar errado. Deus sempre trabalhou para a família e ao redor da família. Seu projeto foi abençoar as famílias da Terra. Seu desejo é ter uma família de muitos filhos semelhantes a ele. Ele é Pai.
Diante disso, a única estrutura que cabe nos projetos da igreja é a estrutura de uma família. A igreja deve viver como família, com pais, irmãos e filhos, e a única forma de alcançarmos isso é transformando nossa casa em igreja, não como forma de reunião, mas em manifestação do Espírito Santo na relação entre seus integrantes.
Para que a casa seja uma igreja, seus participantes precisam viver como igreja: os pais devem pastorear seu pequeno rebanho, a esposa e os filhos. Só assim ele terá condições de cuidar de mais gente à medida que o Senhor for acrescentando. Por causa disso, precisamos trabalhar no ensino sobre as funções dos participantes de uma família, o que passa necessariamente por dar um exemplo de vida.

A DRACMA PERDIDA

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (Lc 15.8,9).
A dracma era uma moeda de valor bem baixo. O que fez com que aquela mulher acendesse uma candeia (gastando combustível), varresse a casa e buscasse com tanta diligência a moeda que perdera, convocando amigas e vizinhas para festejar depois de encontrá-la? Em sua convocação, ela não diz que achou uma dracma perdida, mas a dracma perdida. Isso demonstra que as vizinhas e amigas já sabiam da perda, e que a dracma era especial. Especial por quê?
Uma interpretação assinala que era uma mulher pobre, o que se pode inferir pelo fato de ter de acender uma candeia, providência necessária numa casa sem janelas, escura, tipicamente pobre. Outra coisa é que ela mesma buscou a dracma, e não os empregados. E, por ser pobre, precisava muito encontrá-la.
A outra interpretação destaca que essa dracma fazia parte de um conjunto de moedas ligadas entre si, como um colar ou um diadema, que era usado por mulheres casadas (comprometidas); no caso de perder uma das dracmas, a mulher não poderia usar o símbolo de seu compromisso. Penso que esta interpretação é mais coerente com as outras parábolas de Lucas 15: uma ovelha no conjunto do rebanho, o filho e o irmão no conjunto da família. Em cada parábola, uma perda que deixou colar, rebanho e família incompletos.
O colar, ou diadema, representa o compromisso que a igreja tem com o Noivo. As dracmas representam os dons recebidos do Senhor, as atitudes e os frutos provenientes da conversão e da operação do Espírito Santo, os ministérios, enfim, coisas pequenas ou grandes que revelam uma vida comprometida com o Senhor, tais como dignidade, respeito, pureza, domínio próprio, humildade, disposição para servir, sobriedade, disciplina, submissão, coragem, integridade, fé, gentileza, dedicação, sobriedade, consagração, piedade, disposição ao trabalho, diligência, honestidade, delicadeza. Essas virtudes são recebidas no relacionamento com Deus e com as pessoas e podem ser perdidas.
Dentro de casa, perdemos a maior parte da nossa vida espiritual. É no convívio com os de nossa casa que se manifesta o que realmente somos. Ouso dizer que os chamados “confins da terra”, aquele lugar mais difícil de ser alcançado, são justamente o ambiente da casa, pois ali a autoridade é questionada, e a santidade, posta à prova.

ACABANDO COM A ESQUIZOFRENIA

Hoje, a igreja é o reflexo daquilo que são as famílias. Se a igreja está fraca, é porque as famílias ficaram fracas. Uma viagem de carro de casa para o local de reunião não tem o poder de transformação como pode parecer, quando pessoas egoístas e carnais subitamente passam a exibir um comportamento quebrantado e espiritual. Não podemos ser uma coisa em casa e outra no ambiente de culto.
Como numa esquizofrenia diabólica, vivemos dupla personalidade. E isso veio porque conseguimos dividir o indivisível. Separamos a vida da família da vida da igreja. Passamos a adotar práticas de vida diferenciadas. Quando estamos no ambiente da família, não temos a mesma atitude que demonstramos junto aos irmãos.
Esquecemos que, quando dois ou três estão reunidos no nome do Senhor, ele está presente. Esquecemos que, antes de sermos marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs, somos filhos de Deus e devemos viver como tais, para que nossas orações não sejam interrompidas. Muita oração é interrompida por causa da duplicidade de vida.
Igreja nas casas é a consciência de que somos pessoas espirituais, e se, antes nos conhecíamos segundo a carne, agora nos vemos segundo Deus.
Igreja nas casas é a transformação da vida de família em um ambiente de manifestação da vida de Deus e a consequente atração que a vida de Cristo opera naqueles que o encontram.

PAIS E FILHOS NA FAMÍLIA DA FÉ

Por último e como paradigma indispensável, temos de obedecer à última ordem de Jesus; de fazer discípulos. Uma igreja não pode subsistir como igreja sem cumprir esse mandamento do Senhor. Não podemos pensar no fazer discípulos como um ministério destinado a alguns ou aceitar a esterilidade como algo normal. É mandamento do Senhor que cada filho dele faça discípulos. Isso implica a prática do discipulado pelos pais da igreja na casa e, também, que eles próprios sejam discipulados. Cada chefe de família deve estar em íntima unidade com quem cuida de sua vida e ser discípulo fiel, para que, por sua vez, possa fazer discípulos dentro de casa. Não se pode cobrar algo de outros quando não se pratica o mesmo que está sendo exigido.
Não defendo uma estrutura hierárquica, mas a paternidade que deve ser reconhecida na igreja. Cada um de nós foi gerado por alguém ou adotado por alguém que é reconhecido como pai. O discipulado é a adoção de pessoas como filhos e não um sistema em que o discípulo é servo do discipulador, assim como a igreja não é serva de seus pastores e presbíteros. Ao contrário, aquele que cuida é servo do que é cuidado.

O QUE A IGREJA NA CASA NÃO É:
- uma troca do lugar de reunião;
- uma reunião;
- uma simples melhora na estrutura;
- uma mudança de formas;
- o simples comer junto, pois o reino de Deus não é comida ou bebida.

O QUE A IGREJA NA CASA É:
- uma mudança na raiz da igreja;
- uma mudança de mentalidade de seus membros;
- uma restauração da vida de Jesus na família;
- acender uma candeia na casa com o fim de atrair os vizinhos.


Jamê Nobre [mora em Jundiaí] http://umnovoodre.blogspot.com.br/2012/06/igreja-nas-casas-problema-ou-solucao.html#more
Fonte: Revista Impacto

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O ALTAR DA IGREJA É SAGRADO???

Altar Sagrado e Apelo São Invenções Humanas

A igreja evangélica de hoje, por ter saído do catolicismo ainda pratica certas tradições pagãs deles, como a crença em objetos sagrados como a igreja (templo), pastor, altar, púlpito de igreja, palco etc.
significado de altar da igreja católica é sagrado (sacro), porque: É o local de encontro entre Deus e seu povo; Representa o sacrifício (morte de Jesus na cruz) e a mesa do Senhor (ceia).

A) Não Existe na Bíblia o Apelo no Altar da Igreja. 

Jesus, apóstolos e outros da bíblia não sabiam o que era apelo para ir ao altar, porque isso nunca existiu na bíblia, porque é invenção humana! Peça ao seu pastor para mostrar na bíblia onde está algum versículo de pessoas indo para o altar e verá que não existe.

Muitos pastores no final do culto dizem que Deus só dá a benção ou vai renovar/modificar sua vida se for até altar.

Quando as pessoas querem salvação, oração, bênçãos, ajuda de Jesus, mais santidade ou qualquer outras coisas, elas devem ir ao altar da igreja para que isso aconteça. Também os noivos são chamados ao altar no momento da cerimônia do casamento para que recebam lá as bênçãos de Deus.

B) Altar da igreja: Poder X Indução Hipnótica.

 Qual sua opinião?
É Jesus ou o Altar quem Tem o Poder para Mudar Sua Vida? Cristo não pode mudar você em qualquer lugar que esteja, seja no banco da igreja no momento do culto, no banheiro da sua casa, na rua etc?
A reposta Jesus é quem tem o poder e não o altar.
Então, para que ir para o altar?
Cristo pode mudar ou abençoar você em qualquer lugar que esteja, desde que você queira a mudança primeiro e se esforce para parar de pecar nas áreas em que deseja mudar. Deus fará a parte dele do lado espiritual, nos protegendo do mal, e a nossa é controlar nossos prazeres pecaminosos da carne.

C) Como Manipular as Pessoas Usando a Psicológica 

O motivo de certos pastores chamarem ao altar as pessoas no momento do apelo é o fator manipulação psicológica, porque quando pessoas veem muitas outras querendo algo, intuitivamente elas e você também vão querer o mesmo.
Por exemplo:
Se imagine andando pela rua e num certo momento você vê muitas pessoas olhando para cima. Qual a probabilidade de você olhar também para cima? Com certeza é alta.
Se todos num local onde você está saírem correndo, mesmo que você não saiba o motivo, você ficaria parado ou sairia correndo junto com eles? O normal é sair junto correndo e depois perguntar a causa.

D) Significado de Altar de Deus na Bíblia: 

No antigo testamento o altar (Hebrew: מזבח‎, mizbe’ah, “local de abate ou sacrifício”) era uma plataforma parecida com uma mesa, seja de rocha/pedra ou outro material, que possibilitava ao sacerdote sacrificar animais a Deus para expiar (pagar) o pecado do povo de Israel.

No Novo Testamento, Jesus por ser o sacrifício perfeito por nossos pecados ao morrer na Cruz terminou com os sacrifícios dos animais (Hb 10:12) e consequentemente com o uso do altar.

 Consideração
Mesmo com os defeitos do modelo da igreja evangélica, Deus abençoa pessoas, mas poderia abençoar muito mais se elas estivessem dentro do modelo bíblico de igreja que Jesus ensinou, que é o da igreja orgânica / Simples; Os problemas da igreja evangélica existem porque ela nasceu do catolicismo e usa esse modelo de fazer igreja até hoje (criado pelo político e imperador Constantino), mudando apenas a ênfase (foco) da palavra para o protestante; Não confunda as verdades reais que a bíblia e Jesus dizem com o modelo de fazer igreja. 
FONTE: http://www.organicasimples.com.br/significado-de-altar/